domingo, 31 de maio de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA - 7°/8° - 01/06/2020 A 05/06/2020

Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação

Departamento de Ações Educacionais

Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e

Educação de Jovens e Adultos

 

EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL.

NOME:________________________________________  DATA:__________

E-mail: eja78flaminio@gmail.com


ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA

As questões a seguir referem-se ao conto “Uma Galinha”, trabalhado nas aulas anteriores. Releia-o e revisite o resumo feito na aula passada antes de responder às questões:

1 – Quem narra o conto? É uma das personagens (1ª pessoa) ou é um narrador que apenas observa e não participa da história (3ª pessoa)? Transcreva um trecho do conto que comprove a sua resposta.

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2 – A personagem principal da história é a galinha. Transcreva um trecho que afirme isto.

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3 – Conforme estudamos em sala, o CONFLITO é a situação que gera a narrativa. Ou seja, aquilo que desencadeia a história. Qual é o conflito nesse conto?

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4 – Onde se passa essa história? Quais os locais?

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5 – Quando acontece essa história?

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6 - No trecho “lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado”, é possível afirmar que a galinha assume característica de um ser humano? Justifique sua resposta com trechos do conto.

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Após realizar a atividade, se puder, fotografe e envie para o e-mail: eja78flaminio@gmail.com .Não se esqueça de colocar seu nome completo no campo “Assunto”.


domingo, 24 de maio de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA - 7°/8° - 26/05/2020 A 29/05/2020

Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação

Departamento de Ações Educacionais

Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e

Educação de Jovens e Adultos

 

 

EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL.

NOME:________________________________________  DATA:__________

Email: eja78flaminio@gmail.com

               

ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA


Assista à animação de Rafael Aflalo, uma releitura do conto “Uma Galinha”, de Clarice Lispector:



Agora, imagine que você precisa contar essa história a um amigo. Faça um resumo, com suas próprias palavras. Lembre-se de que apesar de curto e objetivo, o resumo deve conter as informações essenciais.

Caso precise, pode reler o conto – basta acessar a aula da semana passada.


Para responder a essa atividade, clique no link abaixo:

>>>ATIVIDADE<<<




LÍNGUA PORTUGUESA - 7°/8° - 18/05/2020 A 22/05/2020 (GABARITO)

GABARITO

Quais personagens têm alguma fala (discurso direto) e quais só têm suas ações contadas pelo narrador?

O pai e a menina têm falas (discurso direto).

A mãe e a galinha só têm suas ações narradas.

domingo, 17 de maio de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA - 7°/8° - 18/05/2020 A 22/05/2020

Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação

Departamento de Ações Educacionais

Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e

Educação de Jovens e Adultos

 

 

EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL

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e-mail: eja78flaminio@gmail.com

               

ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Escute a leitura do conto “Uma Galinha”, de Clarice Lispector.



Caso prefira, copie e cole o link em seu navegador: https://www.youtube.com/watch?v=pbzE4NAEJ0w


Após a leitura, identifique:

Quais personagens têm alguma fala (discurso direto) e quais só têm suas ações contadas pelo narrador?

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Caso queira, pode acompanhar com o texto:

Uma galinha

(Clarice Lispector)

Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou - o tempo da cozinheira dar um grito - e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
- Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
- Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
- Eu também! - jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
Mas, quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga - e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho - era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.


domingo, 10 de maio de 2020

Língua Portuguesa - 7°/8° - 11/05/2020 a 15/05/2020



EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL.

NOME:________________________________________  DATA:__________

               

ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Retomando as diferenças básicas entre discurso direto e discurso indireto:

Quando precisamos dar voz aos personagens, utilizamos o discurso direto, transcrevendo exatamente o que foi dito. No texto escrito, as marcas desse tipo de discurso podem ser o travessão, ou mesmo aspas. Por exemplo:

 (Exemplo 1)

Hoje, fui à padaria e logo na entrada uma funcionária me abordou e disse:

- Ei, moça! Agora só pode entrar se estiver de máscara...

 

(Exemplo 2)

Hoje, fui à padaria e logo na entrada uma funcionária me abordou e disse: “Ei, moça! Agora só pode entrar se estiver de máscara...”.

 

Quando optamos por não dar voz aos personagens, utilizando o discurso indireto, precisamos recontar o que foi dito. Por exemplo:

Hoje, fui à padaria e logo na entrada uma funcionária me abordou. Ela me disse que agora só poderiam entrar os clientes que estivessem usando máscara.

 

Observe que além da pontuação, há mudanças nos tempos verbais.


Agora que relembramos esse tópico, clique no link abaixo para realizar a atividade:

ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA


domingo, 3 de maio de 2020

Língua Portuguesa - 7°/8° - 04/05/2020 a 08/05/2020



EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL
NOME: _______________________________ DATA: ______________

LÍNGUA PORTUGUESA – EJA – 7⁰/8⁰

 ATIVIDADES DE 04/05/2020 A 08/05/2020

LEIA AO TEXTO ABAIXO PARA REALIZAR AS ATIVIDADES.

Quarentena em Família


Leia relatos e experiências de Érica Fraga, repórter que tem três filhos pequenos.

Após corte de cabelo doméstico, meu marido parece um monge budista

Já me diverti lendo os textos de alguns cronistas como Antonio Prata, narrando suas ilusões no início desta quarentena, como: "escreverei um romance de 800 páginas".
Meu marido não é escritor, mas também achou que, na clausura, conseguiria feitos inéditos, como dar uso às quinquilharias que compra na internet e acabam guardadas pegando poeira.
Até que, no último domingo, ele anunciou: vou passar máquina no cachorro e nos cabelos dos meninos. Tomando uma xícara de café, tive um leve engasgo.
Minha primeira reação foi defender meu cãozinho idoso:
"O tempo está começando a esfriar e se ele pega um...."
Coronavírus, gripe, pneumonia...Meu cérebro buscava uma desculpa e consegui formular um:
"E se ele pega uma gripe?"
Ele contra argumentou: "Mas ele anda perdendo muito pelo".
Usei meu direito de tréplica: "Ele é idoso, não pode passar por tosa em maio".
Ele retrucou: "Ainda é abril".
Resolvi encerrar a conversa com: "Quando ele dá trabalho, você fala que o cachorro é meu. Como ele é meu, decido que ele não será tosado".
Funcionou. Contra fatos não há argumentos (ou não deveria haver).
Com os filhos, essa conversa não colaria, claro. Além de estarem parecendo leões, com jubas enormes que tapam os olhinhos, os três são de nós dois.
Super animado, ele dizia: "Confie em mim, vai ficar ótimo, vi vídeos no Youtube".
Resignada, consegui arrancar dele o compromisso de que primeiro passaria a máquina no próprio cabelo dele e, depois, no dos meninos. Meu argumento decisivo foi:
"Se você está tão seguro, corte o seu primeiro. Se ficar bom, você corta os deles".
Alguns minutos depois, ouço: "Érica, dá um pulinho aqui, por favor".
Entro no banheiro e meu lindo marido parecia um monge tibetano. Não sabia se ria, chorava, corria... Mas correr para onde em pleno isolamento social?
Enquanto tentava disfarçar minha fisionomia, ele perguntou (incrivelmente, ainda animado): "Não ficou tão ruim, né? Me ajuda aqui com a parte de trás?".
"Ajudar com o que, criatura? Não sobrou nada", respondi.
A ficha dele, neste momento, finalmente, caiu: "Ficou muito curto, né? Preciso praticar mais".
Eu: "Sim, daqui a uns meses, você estará craque, aí pode cortar o cabelo da família toda".
Ufa, a paz do domingo voltou a reinar.

                   Relato retirado da coluna EQUILÍBRIO E SAÚDE, Folha de S. Paulo: https://aovivo.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/03/18/5891-quarentena-em-familia.shtml


Para responder as questões, clique no link abaixo:

Caso não abra, copie e cole o link em seu navegador:
https://forms.gle/oYeAufmeftLokXVM6

Gabarito - 27/04/2020 a 30/04/2020


Gabarito
1
— Quando eu crescer quero ter muitos vestidos!
— E eu muita cultura!
— Se você sair na rua sem cultura, a polícia te prende?
— Não.
— Experimenta sair sem vestido.
— É triste ter que bater em alguém que tem razão.

2
Susanita disse para Mafalda que quando crescesse queria ter muitos vestidos, ao que Mafalda respondeu dizendo que gostaria de ter muita cultura. Susanita perguntou a Mafalda se a polícia a prenderia caso saísse na rua sem cultura e Mafalda respondeu que não. Susanita, então, disse em tom de deboche que a polícia prende quem experimenta sair sem vestido. Mafalda bateu em Susanita e disse que era triste ter que bater em alguém que tem razão.